Ontem, dia 15/05/2020, fomos surpreendidos, mas nem tanto, pela saída do empresário zumbi - Teich - do Ministério da Saúde.
Analisar e acompanhar o governo do Coiso não é tarefa fácil, muitas vezes a racionalidade não dá as caras, e ficamos num malabarismo de tentar analisar conjuntura e intenções. Cientista social devia receber adicional de insalubridade...
Nem ele aguentou os piti do Coiso, ele fez um discurso apressado, em cima do muro, nada carismático. O que já se esperava desse ministro, olhando pra esse quase um mês a frente da Saúde e a sua não comunicação com a população em geral sobre dados do covid-19.
Aparentemente rolaram várias divergência, algo inaceitável pro Bolsonaro pois seu rebanho (equipe) não é escolhida para pensar mas sim pra rosnar as mesmas palavras e ideias que vem de seu pastor. Essa semana Teich foi constrangido publicamente numa coletiva na qual foi informado que Bozo havia autorizado salões de beleza e academia como atividades essenciais.
Entrou temporariamente o general Eduardo Pazuello, 02 das pasta da Saúde, especialista em tarefas administrativas e logísticas. Mais um milico que não domina os instrumentos de trabalho da Saúde pra fazer uma gestão tão importante no momento.
Além do isolamento, a cloroquina também é um dos motivos de divergências. Teich fala que é necessário olhar com cuidado pra o medicamento, pois há efeitos colaterais, se faz necessário acompanhamento médico, etc. Bozo já defende o uso indiscriminado, dizendo que apresenta ótimos resultados (muitas pesquisas científicas indicam contrário), reproduzindo a letra o discurso de seu dono - Trump. Teich pulou fora pra manter a sua carreira, governo Bolsonaro uma hora acaba, a carreira de médico oncologista permanece.
No meio da pandemia, com número de mortes diárias acima de 800, o grande aliado da pandemia é o governo Bolsonaro.
Mais de 70 mil militares receberam auxílio emergencial de 600 reais indevidamente. 70 mil! E Bolsonaro fala em suas lives que foram apenas alguns, enquanto isso o povo se aglomera nas filas da caixa.
Guedes continua defendendo a agenda fiscalista o de teto dos gastos desprezando totalmente a realidade brasileira.
Sobre as denúncias do ex ministro Moro, a base de apoio bolsonarista foi cindida: de um lado lavajatistas e de outro os que apoiam incondicionalmente o Bolsonaro.
Pra esquivar de um possível impeachment Bolsonaro já comprou parte do centrão nessa empreitada, buscando isolar Rodrigo Maia.
Enquanto isso, a agenda de Bolsonaro segue na "normalidade", como se nada tivesse ocorrendo. Weintraub, desministro da educação, prepara o Enem mais excludente já visto, dizendo que o exame não serve pra corrigir desigualdades e que os melhores passarão.
Quem é o próximo no paredão do Big Brother Bozo? Sem querer hierarquizar desgraça, mas se o Guedes caísse e a farsa fiscalista já ajudaria, mas como se ouve por aí, se o Guedes sair do barco ele não tem outro para entrar.

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